Motor executor de regime: abre o esquema, calcula a dose pela superfície corporal e marca os fármacos NIOSH. Cada protocolo cita no rodapé a fonte primária de onde a dose foi extraída.
Como se decide a ordem de infusão? (princípios gerais)
A ordem de infusão tem baixa evidência científica e não há consenso: é recomendação, não regra, e cada instituição a define no protocolo assistencial próprio. As principais teorias que orientam a decisão (livro Ordem de Infusão de Medicamentos Antineoplásicos, Rodrigues et al., 2ª ed., Atheneu, cap. 1):
Farmacocinética/farmacodinâmica (FC/FD) — melhor evidência, mas só quando há ensaio comparando ordens; sem ele, é hipótese provável (p.3-4).
Fase do ciclo celular — o ciclo-específico (em geral vesicante) antes do ciclo-não-específico (p.4-5).
Iniciar por vesicantes — vesicante → irritante → neutro (classificação ESMO), porque o dano vascular é cumulativo; mas é baixa evidência e em cateter central quase não influencia (p.6-7).
Incompatibilidade físico-química — lavar a linha entre fármacos incompatíveis; não fazer é erro de medicação (p.5-6).
Ordem do artigo do estudo — a mais frágil: a ordem em que os fármacos aparecem no artigo não é necessariamente a ideal (p.7-8).
Qual teoria é a melhor permanece sem resposta: analisa-se cada protocolo isoladamente, prioriza-se o ensaio clínico e trata-se a ordem como conhecimento mutável, validado por cada instituição. Nas fichas, a etiqueta vesicante/irritante por fármaco segue a classificação ESMO-EONS.
49 protocolos. Clique num deles para ver o esquema e calcular as doses pela superfície corporal.
Todos os esquemas vêm de fonte primária citada no rodapé de cada protocolo (BC Cancer, HSE/NCCP, bula FDA ou publicação do estudo). O cálculo de dose é apoio à decisão; a validação é do farmacêutico. Confira a fonte indicada e o protocolo da sua instituição antes de qualquer uso assistencial.